Olá olá pessoal!
De volta aqui a este espaço para relatar um pouco do que foi o meu percurso desde a maratona de Boston até aos dias de hoje.

As semanas pós Boston – focadas na recuperação das mazelas que trouxe dos Estados-Unidos – foram feitas com imenso cuidado. Combinei mesmo com o meu treinador que, durante aquelas primeiras quatro semanas, seria eu a avaliar e decidir volumes de treino já que, melhor que ninguém, conheço o meu corpo e as sensações que ele transmite a cada treino feito.
Volvido esse período voltámos, então, a introduzir algum volume e intensidade mas era claro que ainda teria um longo caminho a percorrer até chegar a níveis minimamente aceitáveis. Durante o período de Junho até Setembro, mesmo com férias pelo meio, o foco foi sempre em ir aumentando a intensidade e o volume dos treinos e, pelo caminho, procurar chegar a um peso de competição! Notei que os treinos de Zona 5 me saíam com muito mais facilidade do que os de Z4 e creio que isso se deveu/deve a um volume ainda reduzido qb (a minha média de quilómetros semanal andou sempre ali pelos 70kms).
Chegava assim a primeira prova do calendário, a Corrida do Tejo. Além do resultado esta prova tinha também um significado especial: é a prova que mais vezes fiz, foi também a primeira e 2025 marcava 10 anos desde essa primeira corrida.
Conforme falei com o meu treinador, ia para esta prova com mentalidade de dar tudo. O sub35 era o meu único pensamento e a confiança estava lá. Depois de um bom aquecimento procurei partir o mais forte possível já que sabia que, o terceiro quilómetro seria forçosamente mais lento (devido à subida do Alto da Boa Viagem). Assim foi, 1o km a 3:15, 2o a 3:22 e o 3o já a 3:45. A partir daí, na minha cabeça, era – tentar – manter o ritmo forte e a coisa deveria dar para cumprir. No entanto, para alguma surpresa minha, vi que passamos ao km5 a 17:31. Ou seja exactamente para 35:00. Forcei então o ritmo e procurei tentar andar sempre abaixo das 3:25/km o que nem sempre era fácil já que esta prova consegue ter algum sobe e desce. Com a chegada do ultimo quilómetro (e nova subida!) cerrei os dentes e tentei gastar todas as energias que tinha. E finalmente lá veio o sub35! Com 34:33, numa prova com um acumulado nada favorável e ainda algum calor e vento pelo meio. Muito muito satisfeito! E também pelo resultado da equipa, vencedor por equipas e com 1o e 2o lugar em Masculinos.
Volvidas duas semanas vinha a segunda prova, a Corrida do Bimbo. Uma prova tecnicamente muito mais favorável (virtualmente plana) e aonde eu chegava ainda em melhor forma. No entanto a meteorologia não deixou grande margem para pensar em novo RP já que chuva e uma ventania descomunal (> 60km/h) não iam tornar o dia nada fácil. Ainda assim, novamente, procurei sair rápido durante os 2 primeiros km (contra o vento). Quando dei por isso ia com os 3 primeiros mas muito rapidamente percebi que aquilo não era ritmo para mim. Descolei deles e assim fiquei num grupo de outros 4 atletas.
Feitos os dois primeiros kms voltámos para trás, para fazer mais cinco quilómetros em direção a Alcantara. Uma parte tecnicamente mais fácil, já que seria a favor do vento, mas que ainda assim nunca deu para grandes aventuras. O piso molhado da chuva foi sempre terrível em termos de tracção e pontuais rajadas de vento não ajudavam à festa. Depois do último retorno ficános novamente contra o vento e o grupo esticou um pouco. Tentei sempre manter o meu ritmo vivo durante aqueles últimos três quilómetros e acompanhar o ritmo dos colegas. No final de contas deu para 34:49, sétimo de geral e 2o do meu escalão. Apesar de saber que valia mais é importante olhar para trás e pensar que, se há meia dúzia de meses me dissessem que iria fazer abaixo dos 35 minutos numa prova e não iria ficar satisfeito não acreditaria!
Após este conjunto de provas de 10Kms o objectivo é, agora, começar a introduzir mais volume e a pensar em distâncias mais longas. Veremos o que ai vem!
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