Análise – Nike Pegasus 35

O lançamento de uma nova revisão dos Pegasus é sempre um marco de relevo a cada época desportiva. A já longa linha da Nike afirmou-se desde cedo no mundo da corrida e a sua polivalencia faz a delícia dos corredores, dos mais novatos aos mais experientes. Como será o novo modelo?

Meia Sola

Composta inteiramente por Zoom Foam, a meia sola dos Pegasus 35 apresenta uma boa capacidade reactiva. Sendo um material mais denso que o actualmente presente nos Vomero não deixa ainda assim de ser confortável. Esta meia sola adapta-se, desse modo, a duas necessidades: é mole o suficiente para andamentos lentos sem abdicar da estabilidade necessária para velocidades mais elevadas!
O facto da sola ser toda composta pelo mesmo tipo de material permite ainda uma transição muito natural da passada.

O formato único, e pontiagudo, da traseira da sola – transportado dos topo de gama Vaporfly 4% – permite também uma maior distribuição da força e promove a responsividade.
O único ponto negativo, a meu ver, a apontar à meia sola será a sua durabilidade. Obviamente dependendo do peso do atleta, a sola poderá começar a sofrer de uma compressão algo precoce o que irá afectar a responsividade do sapato.

Sola

A alta quantidade de borracha injectada oferece uma boa aderência e o seu posicionamento estratégico permitem a tracção esperada a cada passada. A altura da borracha traduz-se ainda numa boa durabilidade da mesma.
Existem várias saliências longitudinais permitindo assim uma maior flexibilidade da meia sola evitando que a mesma se vinque em demasia.

Topo

A impressão inicial, ao calçar uns Pegasus 35, é de elevado conforto.

O exterior é composto, quase por inteiro, de mesh e por uma manga interior bastante confortável. Seria de esperar uma boa respiração mas a referida meia interior pode causar algum calor em demasia, especialmente em dias mais quentes.
A tecnologia Flyfit (a maneira como os ilhós dos atacadores se prendem à mesh) possibilita uma excelente distribuição da compressão, abraçando o pé sem apertar em demasia nenhuma zona.

A nível de espaço para o pé, a zona dos dedos tem espaço de sobra. No entanto a zona do médio pé pode ficar ligeiramente apertada mas sem estorvar em demasia (existe opção para modelo mais largo, caso seja necessário).

A língua é um pouco mais comprida que o normal mas é almofadada e bastante confortável e nunca atrapalha.
Há também a realçar o contraforte, no qual o topo de afasta do calcanhar. Este pormenor – influenciado inicialmente por Mo Farah – faz com que não haja qualquer tipo de abrasão no calcanhar sem perder, ainda assim, estabilidade no mesmo. Nunca senti em momento algum a parte traseira do pé “a dançar”.

Resumo

Uma evolução natural face ao modelo anterior, os Pegasus 35, são um modelo altamente versátil e que podem muito bem servir todos os tipos de treino, especialmente no caso de atletas mais iniciantes.

Os 10mm de drop evitam o esforço em demasia dos gémeos mas podem requisitar um pouco mais dos músculos soleares, especialmente em atletas que ataquem em demasia com o calcanhar.

A nível de tamanho não fogem do tamanho dos outros modelos. De referir ainda que existem um sem número de combinações de cores diferente sendo capaz de satisfazer qualquer gosto.
Alternativas interessantes de outras marcas, a destacar, são os Saucony Ride e os New Balance 890.
Caracteristicas Técnicas:
  • Pronação: Neutra
  • Amortecimento: Médio
  • Tipo: Estrada, Pista
  • Arco: Alto, Normal
  • Resistente à água: Não
  • Drop: 10mm
  • Calcanhar: 28mm/Frente: 18mm
  • Peso:  266 g.

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